Mad Max – Fury Feminist?

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6 opiniões sobre “Mad Max – Fury Feminist?

  1. Fantástica análise! Fui assistir o filme buscando pegar essas armadilhas feministas e não consegui encontrar 1% do que foi colocado aqui.

    E no fim, o próprio filme feminista acabou sujando ainda mais o feminismo, não poderia ser diferente vindo de um movimento já imundo.

  2. Marcos Valério! Há muito tempo troquei algumas mensagens com você acerca de feminismo, gênero e essa paranoia toda. Lembro que, naquele tempo, um dos principais pontos de discordância entre nós era que, para mim, a sociedade matriarcal era obviamente ineficiente e atrasada pelo simples fato de nos dias atuais (e em praticamente toda a história humana devidamente documentada) a sociedade patriarcal ter exercido seu domínio sobre a matriarcal por ser evidentemente uma sociedade mais prospera e desenvolvida. Se o matriarcado fosse melhor que o patriarcado, então teríamos vivido desde os primórdios da humanidade sobre sua égide e não o oposto, argumentava eu.

    Ao que me lembro você discordava disso. Achava que as sociedades matriarcais não haviam prosperado simplesmente porque não houveram as devidas condições históricas para tal, e que o fato de o patriarcado ter prevalecido ao matriarcado em toda a história da humanidade nada provava nada em relação a suposta superioridade do segundo sobre o primeiro acerca do desenvolvimento humano. Você acreditava na sublimação feminina e que um modelo matriarcal seria, até mesmo na contemporaneidade, muito superior ao patriarcado e suas mazelas.

    Lendo essa sua crítica, acredito que tenhas mudado radicalmente de ideia, especialmente ao que diz respeito a esse trecho; “É interessante notar que mesmo aceitando a retratação grotesca e corrompida do Patriarcado no filme, ainda assim é forçoso admitir que somente nele há desenvolvimento, produção, riqueza e conforto. Incluindo o “Verde”, claramente mantido com árduo trabalho masculino de irrigação e jardinagem. Enquanto o tal paraíso feminista matriarcal revelou-se tão efêmero quando poderia ser. Um mero acidente geográfico vulnerável a primeira variação climática que, sem o trabalho e genialidade masculinas, o fez desabar prontamente, restando somente um deserto tão estéril quanto as próprias matriarcas.”

    É isso mesmo, mudaste tuas visões acerca do patriarcado x matriarcado?
    Se sim, QUE BOM! Sempre achei que a tua visão de mundo era muito acertada, mas esbarrava principalmente nesse ponto de acreditar que um sistema matriarcal seria mais funcional para a civilização humana que o matriarcal…. isso ia de oposto a praticamente todas as descobertas a respeito das interações de gênero que tu chegaste no teus estudos acerca de hipergamia que li à época, só não consegui fazer com que tu percebestes isso (não sou muito bom em me expressar, admito). Enfim, espero sua resposta.

    • Prezado Reinaldo…

      Se não me engano, suas mensagens foram esta http://xr.pro.br/VISITANTES/VISITANTES841.HTML#853, e a segunda que, de tal interessante, concedi uma página à parte http://xr.pro.br/VISITANTES/ReinaldoSantos2.html

      Bem, eu não me lembro de ter manifestado essa posição sobre o Matriarcado nesses textos. Pelo contrário, no primeiro eu disse: “Sob jugo do Matriarcado a humanidade jamais prosperou, porque JAMAIS HOUVE UM JUGO MATRIARCAL A NÍVEL SOCIAL!”, e no segundo fui ainda mais longe:
      “…uma sociedade, entendida como uma população que reúne centenas de clãs distintos organizada em torno de uma cultura comum, com uma configuração matriarcal é algo que ainda habita o imaginário.
      Mas vou mais além. No que se refere a civilizações, não pode haver matriarcado social. Não podem existir civilizações matriarcais, embora elas possam, sim, ser ginocráticas, mas somente se a configuração privada for patriarcal ou ao menos algo não exatamente matriarcal.”

      Depois ainda cito o livro Garbage Generation de onde retirei a frase “O Matriarcado é o Gueto!”

      Nem mesmo na série sobre Hipergamia eu manifestei opinião diferente, embora ela ainda reflita uma mudança de visão do tema que me ocorreu. O que pode estar havendo é uma insistente confusão entre os âmbitos privado e público do tema, que expliquei um bocado em ambas as mensagens, e que sempre expressei pelo uso dos termos Androcracia e Ginocracia.

      Também já não é tão recente meu texto mais específico sobre o tema http://br.avoiceformen.com/historia/em-defesa-do-patriarcado/

      Portanto, se fiz uma defesa do Matriarcado em algum lugar, foi num texto anterior a isso. E sinceramente não me lembro de tê-la feito ampla e publicamente. Já fui sim propenso a afirmar a fantasiosa superioridade do Matriarcado num sentido social amplo, mas isso de certo tem mais de uma década, talvez duas.

      Nesse sentido, não houve mudança alguma, apenas a ênfase que sempre dei na distinção entre o privado e o público.

      • Perdão Marcus. Novamente, acho que me expressei mal. Sim, eu entendo que você não quis dizer Matriarcado como um sentido estrito da palavra (um “matriarcado social” a que você se refere). Mas, corrija-me se eu estiver enganado, relendo essas mensagens, você deixa bem claro justamente que enxergava com bons olhos o avanço das mulheres no âmbito público, mas gostaria de ver uma contraparte dos homens no âmbito privado, e que acreditava em uma sociedade “ginocrática” (acho que esse era o termo que eu deveria ter posto invés de “matriarcado”) e tu também acreditava muito na sublimação da hipergamia feminina para ajudar na construção dessa sociedade “melhorada”. Bem, basicamente é justamente isso que você me respondeu.

        Pois sim, é justamente nesse ponto que eu discordava contigo (e continuo discordando). A meu ver, o patriarcado tradicional ainda é superior a essa sociedade que tu contemplava (e ainda contemplas?). Essa sociedade ginocrática com “configuração privada patriarcal ou ao menos algo não exatamente matriarcal” e acompanhada de uma configuração matriarcal na esfera pública (ou ao menos não exatamente estritamente patriarcal). Vejo, eu tentei explicar isso naquela ocasião pra você que esse tipo de organização social nunca existiu na história da humanidade por uma razão e essa razão é simples; o patriarcado “tradicional” é uma forma organizacional muito superior!

        Eu não vejo como essa sociedade “ginocrática” que tu defendes (ou defendia) possa ser superior ao patriarcado tradicional (mesmo com todas as suas mazelas) visto que esse patriarcado leva justamente em consideração as aptidões naturais tanto do masculino e feminino. Mulheres são mais aptas ao relacionamento com pessoas e homens com resoluções de problemas e é por isso que o patriarcado triunfa pois aloca com eficiência de ambos os sexos; as mulheres no âmbito privado e os homens no âmbito público (levando em consideração essa sua abordagem). Enfim, o que quero dizer é; a nossa organização social patriarcal que vivemos ao longo da história é uma consequência direta da natureza humana e por isso mesmo é a que melhor funciona. Uma sociedade ginocrática em que homens assumam papeis privados e mulheres públicos simplesmente não funciona tão bem quanto o patriarcado tradicional justamente pois vai contra a natureza humana e a dinâmica de especialização de tarefas dos gêneros que a natureza e a evolução foram tão sábias em criar (coisa que se observa até mesmo no reino animal!).

        Tanto é verdade que, em sociedade mais liberais e igualitárias (muitas vezes vistas até como feministas), em que os ditos “papeis culturais de gêneros” são efusivamente “combatidos” são, paradoxalmente, justamente as mesmas em que homens e mulheres acabam enveredando para as áreas em que são biologicamente aptos. É o caso da Noruega e o famoso “paradoxo norueguês” em que invés dos homens adentrarem as áraes predominantemente femininas e vice-versa o que acaba ocorrendo é justamente o oposto; há uma especialização maior! É óbvio! Em sociedades livres e igualitárias homens tenderão a fazer o que gostam e o que foram programas pela natureza a fazer (e que são bons em fazer!) e o mesmo com as mulheres! Tentar inverter essa lógica na minha opinião apenas piorara as coisas e deixará a sociedade vulnerável a civilizações estritamente patriarcais e que não atentam contra a sua própria natureza.

        Essa dificuldade que tu observas nos homens em adentrarem o âmbito privado é justamente um reflexo natural disso; as mulheres são biologicamente mais adaptáveis que os homens devido ao fato de serem o sexo reprodutor, elas PRECISAM se adaptar rapidamente pois a continuidade da espécie depende disso; um acontecimento que dizime a grande maioria dos indivíduos masculinos numa determinada sociedade não é de todo um tremendo desastre do ponto de vista da continuidade da espécie se, e somente se, as mulheres que sobrarem consigam de alguma forma suprir a falta desses homens adotando as atividades inerentes a eles. Isso se viu mais de uma vez na história, especialmente em períodos de guerra em que a população masculina de uma nação foi quase totalmente dizimada e os indivíduos femininos tiveram literalmente que “se virar” adotando papeis antes estritamente masculinos.É POR ISSO QUE AS MULHERES CONSEGUEM, SOB ESFORÇO, ADENTRAR O ÂMBITO ESTRITAMENTE MASCULINO DE ALGUMA FORMA (OU PÚBLICO, COMO TU SE REFERE), MAS OS HOMENS POSSUEM UMA DIFICULDADE MUITO MAIOR EM ADENTRAR O FEMININO (PRIVADO, COMO TU SE REFERE)!

        Portanto a minha pergunta é justamente essa, se tu ainda acreditas nessa sociedade ginocrática e na sublimação da hipergamia feminina (que também sou cético) ou já te tornastes mais cínico quanto a essa possibilidade?

      • Prezado Reinaldo.

        De fato houve mudanças na minha forma de ver o assunto. (Minha resposta à sua primeira mensagem foi de Março de 2013.) Mas de qualquer modo penso que a diferença é mais de ênfase. Note que há um tom de experiência em minha afirmação “…meu desejo era ver uma civilização exatamente oposta, familiarmente Patriarcal e socialmente GINOCRÁTICA. Para saber se funcionaria. Melhor seria EQUALOCRÁTICA.” Ou seja, não estou me comprometendo com a tese de que tal sociedade seria melhor, e sim expressando mais uma vontade de ver tal experiência realizada.

        De qualquer modo, eu mantenho a tese de que deveria haver maior participação feminina no espaço público, e mais no privado. Não para promover um tipo de inversão, pois como você mesmo detectou essa divisão é baseada na simples natureza humana, embora tenhamos que reconhecer que um transhumanismo bate à nossa porta. E destes, na verdade minha insistência maior é na participação privada masculina, no intuito de principalmente reforçar os laços dos pais com seus filhos, especialmente os meninos.

        Infelizmente vivemos numa era onde meninos podem passar a vida inteira sem conhecer seus pais, e mesmo os que conhecem passam tempo demais afastados deles. Essa falta de convivência gera problemas, pois eles tem maior dificuldade em aprender os meandros da masculinidade saudável, em receber em primeira mão o exemplo presencial da paternidade responsável. Já não basta a quase totalidade do universo educacional, especialmente nos primeiros anos, ser dominado por mulheres? Que praticamente toda babá, creche e cuidadoras de crianças em geral serem mulheres? Se além de tudo isso, o pai sequer está em casa, com quem o menino aprender a ser homem? Com os coleguinhas, pela TV, ou por algum menino mais velho na rua com potencial de liderança e alto risco de comportamento de macho alfa?

        E na verdade, é exatamente para viabilizar essa maior presença masculina na criação dos filhos que seria necessário deslocar mais mulheres para o setor público, pois alguém tem que compensar o déficit. Mas note que isso não seria uma “inversão de papéis”, e sim uma troca de ênfase. Há também o movimento inverso, que seria levar mais os meninos a conviverem com o ambiente de trabalho dos pais quando este é compatível com a infância. Principalmente se tal ambiente é predominantemente masculino, isso ajuda a desenvolver no menino essa noção de uma masculinidade responsável, trabalhadora, que há um espaço produtivo masculino onde ele pode aprender valores sadios.

        Ou seja, precisamos aumentar o tempo que os homens passam com seus filhos, e filhas também, se bem como já precisamos recuperar o tempo que as mães passam com suas filhas e filhos, embora nesse caso estes ao menos passem o tempo quase todo com outras figuras femininas. Isso só seria possível, claro com um revesamento maior de papéis públicos, algo que nos aproximaria de uma Equalocracia, e nesse momento ainda Androcrático, qualquer passo nesse sentido soará Ginocrático.

        Claro, isso tudo é um ideia incipiente que não poderia ser implementada a curto ou médio prazo. Mas penso que a tecnologia pode ajudar nesse sentido, não apenas por permitir deslocamentos mais rápidos, ou não deslocamento, viabilizando que se trabalhe a partir de casa ou mesmo se entre em contato de forma mais eficiente à distância. Bem como a automação poderia ajudar na redução das jornadas de trabalho, invés de simplesmente promover demissões.

        E nesse sentido teria nada de “anti-natural”, até mesmo porque eu não caio nessa Falácia Naturalista. Se critico a negação da natureza humana não é por considerá-la sábia ou santa, mas porque negar sua força e determinação é estupidez. Essa ideia apenas resgataria parte do que foi a regra durante centenas de milhares de anos, onde a humanidade evoluiu com os meninos acompanhando os homens nos afazeres masculinos e as meninas acompanhando as mulheres, e não apenas confinando ambos num espaço escolar exclusivamente feminino.

        Por fim, é um prazer receber mensagens suas.

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